Regresso de férias
baía de Sta. Iría com a Ponta do Cintrão ao fundo
parte direita da baía de Sta. Iría e a ponta do Furado Depois de uma pausa para férias, num dos Verões com menos sol de que há memória, A Casa da Mosca regressa de uma forma descontraída e prazerosa. Começemos a "nova época" com duas fotos da nossa baía de Santa Iría e um poema do nosso José António Braga Furtado. Portanto, tudo coisas do Porto Formoso.
Esperando por mim
A rua estende-se no sentido oposto,
A luz atónita vai iludindo a natureza,
Faz da calçada húmida, algo sem rosto,
Uma imagem desnatura e sem destreza,
O frio crepuscular de uma noite anunciada,
Entranha-se nos poros da pele desprotegida;
Sinto-o como uma sensação inacabada,
Como um pensamento sem fala.
O andar conexo à rigidez da anatomia,
Equilibra todo o suplemento de uma existência,
Que se ignora e se suspende numa via,
Que se desvanece e se recria.
Esperando aqui estou, por mim, em silêncio;
No fundo dessa via inanimada,
Imerso na escuridão que traz o tédio,
Quando os dia…
parte direita da baía de Sta. Iría e a ponta do Furado Depois de uma pausa para férias, num dos Verões com menos sol de que há memória, A Casa da Mosca regressa de uma forma descontraída e prazerosa. Começemos a "nova época" com duas fotos da nossa baía de Santa Iría e um poema do nosso José António Braga Furtado. Portanto, tudo coisas do Porto Formoso.
Esperando por mim
A rua estende-se no sentido oposto,
A luz atónita vai iludindo a natureza,
Faz da calçada húmida, algo sem rosto,
Uma imagem desnatura e sem destreza,
O frio crepuscular de uma noite anunciada,
Entranha-se nos poros da pele desprotegida;
Sinto-o como uma sensação inacabada,
Como um pensamento sem fala.
O andar conexo à rigidez da anatomia,
Equilibra todo o suplemento de uma existência,
Que se ignora e se suspende numa via,
Que se desvanece e se recria.
Esperando aqui estou, por mim, em silêncio;
No fundo dessa via inanimada,
Imerso na escuridão que traz o tédio,
Quando os dia…