2014/06/20

O discurso da união

O discurso da união é, normalmente, um discurso anual do presidente dos Estados Unidos no qual faz um balanço da situação actual do país e propõe prioridades futuras. O discurso da união é agora o discurso da moda no Porto Formoso, mas não é de um discurso sobre a situação actual da freguesia que se trata. Na nossa terra à beira-mar plantada, o discurso da união é algo com menos de um ano de vida, que apela a uma união das forças vivas da freguesia em prol de um futuro comum e melhor para todos. Após dezenas de anos de guerras políticas e pessoais entre as instituições da freguesia, com a casa do povo, comissão fabriqueira e junta de freguesia à cabeça, entre outras, os regedores destas forças, vêm apelar à união, ao trabalho conjunto e sério em prol do progresso e qualidade de vida da nossa terra. Tudo começou em Outubro de 2013 no dia de tomada de posse da junta de freguesia do Porto Formoso. Nesse dia, o conteúdo principal do discurso do novo presidente centrou-se no apelo à tal união e trabalho conjunto entre todos, mesmo entre os que não apoiavam a nova junta. Dias depois da luta sem tréguas que foi a campanha eleitoral, pareceu que era um apelo que não seria possível realizar nos próximos tempos, afinal foram anos e anos de lutas, guerrilhas e enredos entre todas estas instituições. Feridas abertas por sarar. No entanto, havia algumas novas condicionantes para que tal pudesse ser possível: havia uma nova equipa na junta - que não está conotada com guerras antigas - e uma nova geração a tomar conta do folclore, clube, comissões de festas, etc. Talvez fosse possível a união, quem sabe um dia. Menos de um ano depois - qual milagre - o discurso da união entre todos passa a ser unânime. É ver o presidente da junta de freguesia em entrevista na RTP-A a falar que existe uma união entre os que antes andavam de costas voltadas, pouco tempo depois é ver um dos principais elementos da oposição também na RTP-A a proclamar o mesmo. Ao falar com várias pessoas na freguesia, algumas com cargos nas tais forças vivas, declaram todos não só a abertura para um trabalho conjunto, como a importância desse trabalho ser feito. A passagem desse discurso à prática também tem sido feita com algumas parcerias e contactos entre instituições desavindas entre si. Passado menos de um ano, quem está a trabalhar numa instituição contra outra está isolado porque todos proclamam o discurso da união. Claro que é disto que precisamos: de remar todos para o mesmo lado, pois somos pequenos demais para divisões. Precisamos também de uma massa crítica que saiba apontar erros para que exista um constante melhoramento das acções e decisões. Alguns continuam desalinhados da união, o que é perfeitamente normal. Poderão ter opiniões estremadas e difíceis de conciliar ou ser de personalidade de trato complicado. Mudou muita coisa em menos de um ano. Tanta coisa que custa a acreditar que tenha mesmo mudado tanto. Haverá, com certeza, alguns "lobos disfarçados de cordeiro" a aproveitar para surfar a "onda" da união e tirar dividendos disso. Apesar disso, não há dúvidas, a união entre todos é a nova moda.

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Lido e percebido

"Onde está a minha terra? com o seu cheiro do mar misturado com o do trigo...que a brisa trazia da "ponte" até ao meu "jardim" onde me deliciava com a conversa do "tio evaristo"???...Está tudo tão perto da minha alma pois tudo faz parte do meu ser... Foi neste Porto Formoso que nasci, cresci e saí ficando para sempre.", comentário colocado por um anónimo no post Esclarecimentos em 14/02/2008

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