Jardim

jardim, cerca de 1980

Aqui havia um jardim, hoje há um monte de cimento.

Comentários

JASRAPOSO disse…
Esta fotografia foi tirada no ano de 1963. Para se ter a certeza disso basta ver a contrução de mais uma sala no edifício da Escola.

Aqui havia um jardim repleto de flores e relva e as pessaoas sabiam respeitá-lo, assim como obedeciam às ordens do Presidente da Junta de Freguesia e dos seus cantoneiros.

A falta de respeito pelas coisas públicas atingiu um tal nível que foi melhor passar tudo a cimento armado, assim as pessoas terão mais dificuldades em proceder à sua destruição.
deus2deus disse…
Brincava no jardim a apanhar borboletas na Primavera e no Verão na altura em que ficava cheio de flores de todas as cores e dava pulos nas escadas que separavam o jardim de baixo do jardim de cima.
O jardim de baixo tinha sempre mais gente que o jardim de cima e havia lugares reservados para o Evaristo, o José Polícia e para o Tio António Rodrigues, tio Lázaro também. Os pescadores ficavam no canto de cima do jardim de baixo. Nesse canto a terra estava mais batida por estar sempre alguem lá.

A coisa melhor do jardim de hoje são as casas de banho que não havia antigamente, havia mijadouro. De resto este jardim novo não tem flores, as árvores estão secas e a trepadeira ainda não chega a tapar a tapada.

Adeus
Botelho disse…
Olá a todos, sendo o meu primeiro comentario, ao criador deste Blog fica os meus Parabéns.
É mais uma mais valia para o Porto Fomoso atravessar fronteiras e horizontes.
As fotos antigas são uma maravilha, fez-nos recuar muito ao passado. Permitindo reconhecer em algumas das mesmas, já publicadas anteriormente, pessoal de familia que infelizmente já não se encontra entra nós.
Abraços
sono1 disse…
Um jardim necessita de manutenção e de alguém que conheça o seu solo.
Baseado em conhecimentos empíricos os saudosos cantoneiros mantinham este jardim florido.
Antigamente havia tempo e gente que sabiam cuidar das coisas!
Hoje vive-se numa agitação medonha!

O cimento é a solução!

Com um forte abraço.
O Regedor disse…
Caro sono1,

não nos podemos "render" à solução do cimento.

As tendências actual remetem para um regresso à terra, como base para uma melhor vivência e sobrevivência do homem. O contacto com a NAtureza e o disfrutar desse mesmo contacto.

Sinto que se perdeu isso ao destruirem o antigo jardim.
No princípio dos anos 90, quando foi feito este novo jardim que não é um jardim porque é só feito de cimento, estava na moda o cimento. Para uma freguesia ser evoluída tinha de haver obras de cimento!

Por isso, compreendendo a mentalidade da altura, não critico os responsáveis pelo projecto.

Agora, mudam-se os tempos e mudam-se as vontades. Actualmente, não há mais desculpas para destruirmos o nosso património e as nossas terras com cimento. Quem manda tem de saber disso!

cumprimentos
certo disse…
Mais do que as pessoas de fora da freguesia os portoformosenses não percepcionam a baía como um porto de pescas. Sinceramente, embora admitindo algumas vantagens, o calhau vai ser considerado um porto de pescas de cimento, e não no iludamos... vão continuar a haver sedas de pesca pelo chão, anzóis, uma sardinha ou outra lá de vez em quando já seca...
Ao anakisar as obras de hoje, é quase tudo cimento, algumas... portas do mar, passeio marítimo na ribeira grande, porto da caloura, multiusos da vila (metal... chapas e vigas), pontes das vias rápidas, apartamentos... enfim.
O que vale é que se vai falando de desenvolvimento sustentado e "vão-se" melhorando as coisas.
Certo!
JASRAPOSO disse…
Vivemos numa sociedade de consumismo onde não há a cultura da poupança, estendendo-se a ânsia de gastar e destruir os recursos naturais a tudo e a todos.

Vejam o que se passa na nossa freguesia e na sociedade em geral:

- Quanto combustivel se gasta de modo desnecessário...

- A energia eléctrica e a água são quase um caso de polícia.

- A alimentação, come-se até rebentar, usando produtos sem qualquer valor nutritivo.

Isto chegou a um ponto que o pão de trigo é atirado à rua e já nem os cães o querem comer.

Mais do que obras de betão, necessitamos de um grande investimento cultural, mas este é demasiado perigoso porque ensina as pessoas a pensar e decidir melhor, o que não convém aos políticos mediocres e incompetentes.

PS - Espero estar ainda hoje no Porto Formoso para visitar o nosso cemitério e ver todos aqueles que muito estimo. Lá diz o velho ditado - Quem não respeita os mortos não merece a consideração dos vivos.
JAGPacheco disse…
Mais uma vez cheguei atrasado ao Post, mas mesmo assim gostaria de comentar.

Independentemente do colorido das flores que nos podem trazer uma certa nostalgia o jardim tem vindo a ser melhorado ao longo dos anos.

O espaço já foi apenas um “ terreiro “ aberto com um chafariz no meio. O chafariz era um simples tanque redondo, constituído por um murete em alvenaria com os bordos em pedra lavrada.
Esta pedra serviu posteriormente para construir a escada que fazia a ligação entre o jardim de cima e o jardim de baixo e actualmente desaparecida.
O chafariz foi mandado demolir (imaginem) porque era hábito os lavradores ali darem de beber ás vacas.
Existiu também em tempos um renque de árvores ao longo passeio do lado da rua, supostamente desaparecidas por tirarem visibilidade a uma das casas em frente.

A primeira obra que me recordo feita já no “Jardim” propriamente dito, foi o aumento do número de banquetas, uma pequena intervenção, mas com muito sentido prático pois estes equipamentos a que permitem usufruir do jardim e daquilo que dele se avista.

O projecto do “betão”, de acordo com a época, melhorou significativamente o espaço, como disse o Deus2 agora existem casas de banho condignas, já não se admitem passeios em terra batida …

Mas como diz o Regedor hoje os tempos são outros e o espaço necessita ser fisicamente beneficiado:
1 Sinalização, afim de chamar á atenção de quem passa na rua direita para aquilo que além de jardim é uma das mais bonitas paisagens de São Miguel.

2 Placa com descrição sumária da história do local. Por exemplo a “trincheira” que ali existiu durante a segunda guerra mundial que em conjunto estratégico com os subterrâneos da ponte defendiam a baia de um eventual desembarque de tropas inimigas.

3 Utilização de floreiras de grandes dimensões para dar mais colorido ao espaço e de pelas menos duas árvores de sombra, bem adaptadas ao local.

4 Tendo em conta uma das utilizações diárias daquele espaço, uma mesa para jogos e a substituição do caramanchão por uma cobertura permanente.

Isto são apenas quatro dicas certamente existirão muitas outras ideias válidas. O melhor nestes casos é dar as directivas a um arquitecto paisagista para elaborar um projecto.
pxemrei disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
pxemrei disse…
Pois ao contrário de muitas outras freguesias que têm os seus jardins com muitas plantas,etc... actualmente no jardim do Porto Formoso, com excepção das arvores, só se vê relva.
É pena ver aquele espaço um pouco "pobre", sem outras cores da natureza.

Abraços

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