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Casa do Povo

"O concurso para recuperação do edifício-sede da Casa do Povo foi lançado em Agosto de 2005, mas erros processuais acabaram por ditar que fosse impugnado.

O edifício continua, desde então, ao abandono, à espera que seja lançado novo concurso. E, apesar de oficialmente os serviços da Casa do Povo estarem instalados no Centro Social e Paroquial da freguesia, a verdade é que a instituição persiste sem actividade. “Por falta de espaço já não temos nada”, diz Laudalino Moniz Rodrigues, presidente da direcção da Casa do Povo. “Apenas o Grupo Folclórico continua ligado à Casa do Povo”, refere.

“Lançámos um primeiro concurso, em Agosto de 2005, mas foi impugnado por uma empresa”, conta o responsável. Sem adiantar muito mais, explica que “a impugnação deveu-se a uma irregularidade no processo do concurso”.

A direcção da Casa do Povo decidiu então recorrer aos serviços de um advogado. Mas o atraso provocado pela impugnação vai já em um ano e meio.

“Pensámos que seria possível lançar o segundo concurso mais cedo, mas acaba sempre por haver obstáculos que são sobretudo burocráticos e que fogem ao nosso alcance”, justifica o responsável. “Os próprios custos do projecto tiveram de ser reavaliados”, explica.

Além disso, sublinha Laudalino Rodrigues, “dependemos muito da colaboração voluntária das pessoas”. E, também por essa razão, o processo demorou mais.

De qualquer forma, a direcção conta poder lançar a obra a concurso no próximo mês de Fevereiro. A intervenção vai custar cerca de 300 mil euros e já tem financiamento assegurado. De acordo com um protocolo firmado entre a Casa do Povo e a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais e a Secretaria Regional da Habitação e Equipamentos, os dois departamentos do Executivo Regional vão partilhar os custos.

O edifício de traça antiga está em muito mau estado. “Está cheio de fendas”, diz o presidente da direcção. A obra servirá para recuperar o edifício.

Quanto às actividades futuras - depois de concluídas as obras - ainda não há muitas ideias. Laudalino Rodrigues explica, no entanto, que quando o projecto de recuperação foi elaborado, a intenção era criar condições para o funcionamento de um Centro de Dia para Idosos e dinamizar o espaço, através de protocolos com outras entidades.

Mas, diz Laudalino Rodrigues, “ isso já deve ser para outra direcção”. Não está com vontade de permanecer à frente da Casa do Povo, porque, explica, “eu já estou fora do Porto Formoso há dez anos e já me basta ser voluntário na Santa Casa da Misericórdia da Maia” (presidente da direcção)."

Notícia do jornal Açoriano Oriental na edição de hoje, dia 30/12/2006.
Sublinhados feitos por mim. Ver capa do jornal aqui.
Evidências e revelações...

Neste novo ano desejo a todos um OCEANO de felicidades, um PICO de êxitos, uma passagem de ano GRACIOSA, a liberdade de um CORVO, a beleza das FLORES, o sossego de um FAIAL, a benção dos anjos S. MIGUEL E S. JORGE, o perdão de SANTA MARIA, a contemplação da TERCEIRA, e um vulcão de saúde.

FELIZ 2007

Governo lança obra de protecção do loteamento do Porto Formoso
A empreitada terá um custo de 165 mil euros.
A empreitada de construção do troço final dos emissários da Rua de Nossa Senhora do Carmo, na freguesia do Porto Formoso, no concelho da Ribeira Grande, em S. Miguel, acaba de ser lançada a concurso público pelo Executivo açoriano, através da Secretaria Regional da Habitação e Equipamentos.
A obra envolve a execução de aterro no vale aberto pela erosão e sistema de drenagem das águas provenientes da Rua de Nossa Senhora do Carmo e do Loteamento do Porto Formoso.
Trata-se de um investimento público governamental de cerca de 165 mil euros, sendo o prazo de execução da empreitada de quatro meses.

Esta notícia é uma palhaçada.
Alguém soube do concurso de Agosto de 2005? Agora sabe-se pela voz do presidente que esse concurso tinha irregularidades!

A entrevista é boa em duas coisas: o presidente admite que a Casa do Povo não faz nada e está em ruinas. Vai haver eleições ninguém sabe quando será. (será que vai haver? se houver vai ser depois do concurso ter sido cozinhado.

Isto tudo é uma grande trapalhada.

adeus

O Sr. Laudalino tem feito bom trabalho para os de fora da terra no cargo de presidente da santa casa da misericordia da Maia.

Quando toca a trabalhar para as gentes da sua terra como presidente da casa do povo do Porto Formoso não faz nada.

É assim que se vê quem trabalha pela terra de nascença!

Puro despesismo!

Mas porque e que se vai dispender 300.000€ na recuperação do edificio da Casa do Povo se o Ricardo Silva ja disse que esta a desenvolver esforcos junto do Governo Regional para garantir financiamento para o centro multisuos?

Sera um escandalo se o governo regional gastar o dinheiro do contribuinte em duas obras a menos de 200 metros uma da outra.

Nao seria mais racional vender o edificio da junta de freguesia, a casa da Sra Ines ao lado da igreja, o edificio antigo da casa de povo e, com o dinheiro dai resultante mais o apoio do governo, acabar de uma vez por todas o centro multiusos, sediando ai a casa paroquial, junta de freguesia, casa do povo, etc.

Julgo que a populacao do Porto Formoso nao esta a pedir a recuperacao do actual edificio da casa do povo. O que se esta a pedir e a recuperacao da actividade social e cultural da instituicao casa do povo.

A direcção da Casa do Povo não sabe quais as actividades a desenvolverem, não há ideias.

Primeiro queriam fazer um centro de dia para idosos (o centro multi-usos não vai ter um????)! Uma freguesia com tao pouca coisa a ideia deles é fazer duas vezes a mesma coisa, mas pelos vistos já não sabem bem se va ser isso.

Acreditam que o Governo Reginal vai dar de mao beijada 300 mil euros a uma direcção ausente e sem rei nem roque!!!!
Eu acredito no Pai Natal!!!!

Abraços para o pessoal do Porto Formoso e não dexem atirar areia pos olhos

Em primeiro lugar estou de acordo, com o comentário do colega Cavalete!

Se bem me lembro, aquando o rescaldo do sismo do Faial / Pico. As famílias, com as habitações mais afectadas ou em condições precárias, das freguesias rurais. Temendo as réplicas, refugiaram-se (onde os havia) nos salões multiusos. Na época, um Sr. Secretário Regional, afirmou publicamente, que o Governo iria dotar todas as freguesias da Região com uma daquelas infra-estruturas.

Relativamente aos outros imóveis abordados:

O imóvel da Casa do Povo, por motivos que já referi no Blog, deveria ser demolido. E aquele espaço aproveitado para ampliar o Jardim e construir um parque infantil.

A casa da Sr.ª Inês, poderia ser utilizada como permuta, um dia que venham a pensar na ampliação do adro e largo da Igreja.

A junta de freguesia dada a sua excelente localização. Daria um bom Centro de Interpretação e Posto de Turismo do Porto Formoso.

Como já aqui foi afirmado pelo Regedor, o desenvolvimento sócio cultural do Porto Formoso passa pelo centro multiusos!

Saudações Formosas

Um feliz 2007 a todos os bloggers!
È tudo muito bom e muito belo mas se acontece algum terramoto, porque não se consegue prever, e ficam debaixo dos escombros 6 ou 7 velhinhos esta muito bonito! Como ?sera

Andamos sempre a tapar buracos!

As obras de drenagem das águas pluviais da Rua de N.ª Sr.ª da Graça merecem que se coloque algumas questões:

Houve algum estudo de “impacte ambiental” que tivesse previsto, as centenas de metros cúbicos de terra franca que nos últimos Invernos poluem a baia do Porto Formoso? Será que o Edemundo Pacheco, ainda apanha camarão no meio do lodo? A descarga teria necessariamente de ser feita numa zona balnear?

Do projecto inicial constava apenas a construção do aqueduto, com a descarga livre das águas sobre as barrocas do mar. Ou o projecto contemplava a construção de uma vala de drenagem até ao mar, com degraus de perda de carga. Tendo como objectivo, a água perder energia e não provocar erosão nos terrenos adjacentes?

A obra entregue pelo empreiteiro e aceite pelo dono da obra estaria de acordo com o projecto inicial? A lei das empreitadas prevê um prazo legal de garantia em que o empreiteiro se responsabiliza, perante o dono da obra, por eventuais defeitos ou anomalias? Quando a primeira manilha (caiu) chegou à areia do cabo, o prazo já estava ultrapassado?

Não é fácil, tapar buracos com 165 mil euros!

Quem será?

Após as declarações um pouco polémicas do presidente da Casa do Povo do Porto Formoso, estão criadas condições para os “críticos “, elaborarem uma lista à presidência da instituição.
Segundo o que afirmou o presidente da Casa do Povo, existe a possibilidade de ocorrerem as obras e de não haver direcção que dinamize o espaço. Seria lamentável a ocorrência desta situação.
Nas últimas eleições, o objectivo era tornar a Casa do Povo mais dinâmica. Rapidamente se percebeu que pouco ou nada iria mudar.
A única acção concreta foi a criação do Grupo Folclórico do Porto Formoso. As exigências e os objectivos dos elementos do grupo foram se fazendo notar. A direcção não correspondeu, e por muito pouco que o grupo não acabou.
Depois do anuncio da não candidatura ao cargo do actual presidente. Resta-nos saber se haverá alguém com disponibilidade e talento para assumir o cargo.
Com um forte abraço.

Ponto de situação: parece evidente que todos os bloggers acham necessário que qualquer coisa mude no estado actual da Casa do Povo do Porto Formoso.

Após esta entrevista, aqui qualificada de "um pouco polémica", ainda fiquei mais confuso.

Em primeiro lugar porque estava previsto haver um centro de dia para idosos no Centro Multiusos, logo não faz sentido gastar 300.000€ para fazer o mesmo na Casa do Povo.

Segundo lugar: partindo do princípio que a actual direcção vai sair, como pode deixar a próxima direcção condicionada por um concurso que poucos concordam?
Caro sono1, quem é que vai querer assumir uma candidatura à Cada do Povo nestas condições?
O normal é a actual direcção deixar espaço para que a nova direcção decida, mas já há muito tempo que o "normal" não se verifica por estas bandas...

Certo é que não há uma visão global de desenvolvimento na nossa freguesia. A Junta puxa para um lado, o centro multiusos para outro (actualmente não puxa para nenhum lado porque está parado), a Casa do Povo para outro, a Igreja para outro e assim aumentam-se os gastos (como disse o blogger Cavalete), dispersam-se recursos, duplicam-se valências e aumenta o mal-estar entre os responsáveis das instituições.

O Porto Formoso e as suas gentes ficam a perder.

Cumprimentos

ps. Caro JAGPAcheco, em breve vai haver post sobre a "cratera" que se abriu no fim da canada do cemitério.

Parece que a junta de freguesia abandonou a ideia de colocar lombas na rua direita do Porto Formoso.

Havera quem concorde com esta decisao. Eu, pessoalmente, sou totalmente contra. O excesso de velocidade dentro da freguesia e o pao nosso de cada dia. Oxala que nunca aconteca nada de grave.

Sem a devida fiscalizacao pela policia, as lombas sao, no meu entender, a solucao mais adequada a limitacao da velocidade dentro da freguesia.

Gostaria de chamar a atencao da junta para o desnivel (a quem lhe chame buraco) que esta a entrada da rua do Jaime Tabua? Cinco ou seis pas de asfalto resolvem o problema.

Fiquei feliz por saber que pelo menos duas pessoas, uma residente no Porto Formoso e outra natural do Porto Formoso e agora a residir em Ponta Delgada, entraram em licenciaturas da Universidade dos Acores no regime para maiores de 23 anos. Espero que muitos mais sigam estes passos.

A secretaria já tapou o buraco com umas pás de asfalto e aproveitaram para tapar mais uns buracos no caminho.

adeus

Caros bloggers,
a propósito da Casa do Povo de Porto Formoso e de toda esta polémica, gostaria de "lançar" (para quem souber responder) algumas questões, não sobre (especificamente) a Casa do Povo do Porto Formoso, mas sim sobre as Casas do Povo em geral. Daí que, passarei a chamá-las de "Casa do Povo":

1ª - O que é a "Casa do Povo"?

2ª - Para que serve a "Casa do Povo"?

3ª - Que repercursões tem a "Casa do Povo" no desenvolvimento de uma freguesia?

4ª - Em que medida a "Casa do Povo" contribui para o aprofundamento da DEMOCRACIA e da democracia de uma freguesia?

5ª - Será a "Casa do Povo" verdadeiramente democrática?

6ª - A "Casa do Povo" faz falta ou é dispensável?

São estas as questões que acho pertinentes, sem prejuízo de haver outras tão ou mais importantes.

Se houver alguém que se encontre em condições de responder a estas ou a outras questões eu agradecia que o fizesse.

É para o esclarecimento de todos.

Um bem haja a todos.

A degradação a que chegou a Casa do Povo leva-nos a perguntar - O que fez o Porto Formoso para merecer isto?

Numa freguesia cheia de potencialidades, onde predomina a intriga política, o ódio, a inveja, alguma violência e também brutalidade, é isto que dá como resultado.

A grande maioria da nossa polulação é constituída por gente boa e sã, que tem vindo a suportar com muita resignação o triste fado que alguns iluminados procuram impor.

Oxalá todo este sofrimento seja pronúncio de um futuro melhor e mais digno para todos, neste ano que agora se inicia.

ora bem caro blogger Evaristo caso tenhas assim tanto interesse em saber o que realmente é e como surgiu e demais sobre as casas de Povo ora ai tens uma explição, esperando ser util ai vai
...1 - As Casas do Povo foram instituídas pelo Decreto-Lei nº 23051, de 22 de Setembro de 1933, sob a forma de organismos de cooperação social, visando, não só "estimular o sentido social" e "favorecer a melhoria das condições de vida de um sector da população menos protegido", mas também associar os proprietários e trabalhadores rurais, fortalecendo os laços de afinidade entre todos fosse qual fosse o título jurídico ou a razão do interesse que à terra os prendia, preservando "os traços particularistas e as reservas nacionais e espirituais do mundo rural".



2 - A partir do Decreto-Lei nº 30710, de 29 de Agosto de 1940, passaram a funcionar como instituições de previdência social de inscrição obrigatória que, com as suas federações, incluiam nos seus fins institucionais, objectivos de previdência social, designadamente os de acção médico-social, assistência materno-infantil e protecção na invalidez.



3 - Este regime legal foi alterado pela Lei nº 2144, de 29 de Maio de 1969, segundo a qual foram definidas como organismos de cooperação social dotadas de personalidade jurídica constituindo o elemento primário da organização cooperativa do trabalho rural, destinado a colaborar no desenvolvimento económico-social e cultural das comunidades locais e a assegurar a representação profissional e a defesa dos legítimos interesses dos trabalhadores agrícolas, realizando a previdência social destes e dos demais residentes na respectiva área.



4 - Nos termos da Lei nº 2144, a iniciativa da criação das Casas do Povo podia pertencer aos interessados, às juntas de freguesia, a qualquer autoridade administrativa com jurisdição na respectiva área ou ao Ministro das Corporações e Previdência Social. Adquiriam personalidade jurídica com a aprovação dos seus estatutos, sendo fiscalizadas, além do mais, pelo Instituto Nacional do Trabalho e Previdência.



5 - Com o novo ordenamento decorrente da Constituição de 1976, o regime jurídico a que se achavam submetidas as Casas do Povo veio a ser profundamente alterado, desde logo por se ter rompido a filosofia corporativista que as inspirava.



6 - Depois de diversos diplomas (Decretos-Leis nºs 488/74, de 26 de Setembro, 737/74, de 23 de Dezembro, 391/75, de 22 de Julho e 549/77, de 31 de Dezembro) terem introduzido no sistema as modificações mais prementes, o Decreto-Lei nº 4/82, de 11 de Janeiro, veio reestruturar o seu regime jurídico harmonizando-o com o novo contexto sócio-político.



7 - As Casas do Povo passaram a revestir a natureza de pessoas colectivas de utilidade pública, de base associativa, constituidas por tempo indeterminado com o objectivo de promover o desenvolvimento e o bem estar das comunidades, especialmente as do meio rural (artigo 1º, nº 1).



8 - O Estado propunha-se apoiá-las e velar pelo "cumprimento dos seus fins através da Junta Central das Casas do Povo", traduzindo-se tais apoios na concessão de subsídios e na disponibilização de fundos públicos para a "construção de instalações", para o "seu apetrechamento" e para o "financiamento das respectivas actividades" [artigos 1º, nº 2 e 16º, nºs 1 alínea d) e 3].



9 - Os seus estatutos — cuja aprovação haveria de ser pedida em requerimento subscrito por um mínimo de 50 pessoas em condições de nelas se inscreverem — careciam de ser aprovados por despacho do Ministro dos Assuntos Sociais, depois publicado no Diário da República, constituindo tal publicação o acto gerador da respectiva personalidade jurídica (artigo 3º).



10 - Nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, a execução do Decreto-Lei nº 4/82, com as adaptações consideradas necessárias, ficou dependente da publicação de legislação regional (artigo 34º).



11 - Entretanto, o Decreto-Lei nº 185/85, de 29 de Maio, procedeu à extinção da Junta Central das Casas do Povo, bem como as suas delegações, transferindo as suas competências no que respeita ao apoio, fiscalização, exercício da tutela e gestão das Casas do Povo para os Centros Regionais de Segurança Social (artigos 1º e 2º).



12 - Todavia, o Decreto-Lei nº 246/90, de 27 de Julho, depois de no seu preâmbulo recordar que, a partir de 1982, "de acordo com o princípio constitucionalmente garantido da liberdade de associação", as Casas do Povo "se caracterizam como pessoas colectivas de utilidade pública, de base associativa, constituidas com o objectivo de promover o bem estar das comunidades" proclama não se justificar a "forte relação de dependência tutelar, financeira, técnica e administrativa destas associações em relação aos serviços da Segurança Social" a qual contraria, aliás, a sua própria natureza e os fins que através delas se visa alcançar. Deste modo, ali se assinala "que não existe fundamento para polarizar numa determinada entidade pública, incluindo o sector da Segurança Social, qualquer tipo de relações exclusivas ou dominantes de que possa resultar, para as Casas do Povo, pessoas colectivas autónomas, uma subordinação tutelar".



13 - Considerou-se assim necessário que tais relações de dependência fossem substituídas pela celebração de "acordos ou contratos de cooperação" com "serviços públicos, autarquias, instituições particulares de solidariedade social e outras entidades privadas, interessadas na prestação de serviços ou na utilização de instalações".



14 - Nesta conformidade, o Decreto-Lei nº 246/90, para além de revogar diversos preceitos do Decreto-Lei nº 4/82, significativamente os artigos 1º, nº 2, 3º, 10º, nº 2, 12º nºs 5 e 6, 15º, nº 4 "in fine", 16º e 17º, 20º, nº 1, 21º a 26º, 31º e 32º, e, também, além de outros, o artigo 2º do Decreto-Lei nº 185/85, veio dispor que as Casas do Povo, continuando embora a ter a natureza de pessoas colectivas de utilidade pública, de base associativa, passam a reger-se pelos preceitos do Código Civil aplicáveis às associações no tocante à sua constituição e extinção e também quanto ao destino dos bens subsistentes à data da extinção (artigo 1º).



15 - Na decorrência das alterações introduzidas no seu regime jurídico em ordem a ser garantida a sua autonomia institucional, resultou para as Casas do Povo, entre outras, o seguinte conjunto de consequências: (a) a sua constituição passou a reger-se pelas normas do Código Civil respeitante às associações particulares, não estando dependentes de condicionamentos ou decisões administrativas; b) deixaram de poder ser extintas por decisão administrativa; (c) os seus estatutos deixaram de ser aprovados por despacho ministerial, não ficando a aquisição da sua personalidade jurídica dependente da publicação no Diário da República de qualquer despacho ministerial de aprovação dos estatutos; (d) Cessou a tutela da Junta Central das Casas do Povo que foi extinta ou dos centros regionais de segurança social, deixando de estar na dependência financeira e técnica dos mesmos.



16 - No plano do ordenamento regional, e em execução do artigo 34º do Decreto-Lei nº 4/82, havia sido publicado o Decreto Regulamentar Regional nº 20/82/M, de 1 de Outubro, que aprovou o Estatuto das Casas do Povo.



17 - Este diploma, no essencial reproduziu preceitos daquele decreto-lei, introduzindo também algumas adaptações orgânicas ditadas pelas especificidades regionais.


Com os melhores cumprimentos
Pregalheefoge

mas...nem tudo sao rosas...e perguntavas se era uma instituição democrática? eu julgo que deve ser embora nem sempre tenha sido assim, porque embora actualmente nao exista, outrora existiu uma Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho ( F.N.A.T ) e que segundo os seus estatutos no artigo segundo diz do seguinte
Artigo 2.º
A F.N.A.T. tem por fim aproveitar o tempo livre dos trabalhadores portugueses de forma a assegurar-lhes o maior desenvolvimento físico e a elevação do seu nivel intelectual e moral.
Depois no Terceiro
Artigo 3.º
A F.N.A.T. reconhece e acata a organização corporativa nacional, limita a sua acção aos trabalhadores inscritos nos Sindicatos Nacionais e nas Casas do Povo e suas famílias e condiciona a sua orientação pelos princípios expressos na Constituição e no Estatuto do Trabalho Nacional.
e quem pertencia à Direcçáo...
Artigo 7.º
A direcção e administração da F.N.A.T. competem a uma comissão central, que terá por presidente o general António Óscar de Fragoso Carmona e por membros efectivos o António de Oliveira Salazar, o licenciado em matemática Pedro Teotónio Pereira, António Júlio de Castro Fernandes e Jaime Ferreira.

o documento pode ser lido no seguinte link
http://www.inatel.pt/documentos/doc_h42.pdf

Fiquei hoje um pouco preocupada com a informação que me deram sobre o Regedor. Disseram-me que ele se vai ausentar na próxima semana para Lisboa, onde ficará até ao final do mês de Julho por razões profissionais.
Se isto for verdade, espero que antes de embarcar contrate no Porto Formoso e arredores uma boa rede de correspondentes para que o astral do blog se mantenha sempre em alta.
Nesta altura do campeonato não convém dar descanso a quem dirige os destinos da nossa terra!!

Lógica da Batata Podre

Se a CASA DO POVO é um organismo "destinado a colaborar no desenvolvimento económico-social e cultural das comunidades locais" e se a CASA DO POVO tem o "objectivo de promover o desenvolvimento e o bem estar das comunidade"...

logo...

a Casa do Povo do Porto Formoso NÃO é uma Casa do Povo.

O jornal Açoriano Oriental de hoje informa que a PT está a instalar uma central digital de comunicações no Porto Formoso

Meritíssimo Raposo, onde?
Com um forte abraço.

Caro(a) Sono1

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Votos de boa semana de trabalho

Noticia do Açoriano Oriental

PT instala central digital no CENTRO MULTIUSOS.

A Portugal Telecom (PT) está a instalar uma central digital de comunicações no Porto Formoso.
O equipamento em causa será fundamental para garantir melhores e mais rápidas ligações à Internet por banda larga (ADSL) e ligações telefónicas com mais qualidade e menos avarias.
A central está a ser instalada numa sala do centro multiusos. Em contrapartida, a paróquia vai receber uma renda mensal pela utilização do espaço.

Com um forte abraço.

Caros bloggers,

a questão da central digital de comunicações foi apresentada, há já algum tempo n'A Casa da Mosca em post:

http://acasadamosca.blogspot.com/2006/09/central-digital-de-telecomunicaes.html


Cumprimentos

Há um velho ditado que diz ANTES TARDE DO QUE NUNCA, mas no caso da Casa do Povo do Porto Formoso talvez se devesse acrescentar TARDE E MAL FEITO.
Perante a notícia do jornal ficámos a saber o seguinte:
- Os habitantes do Porto Formoso só sabem notícias da Casa do Povo se lerem o jornal ou tiverem acesso a este blog;
- O senhor presidente da Casa do Povo só se mostra voluntário para prestar serviço na Santa Casa da Misericórdia da Maia;
- O sr. Presidente da Casa do Povo agora é que viu que está há 10 anos fora da freguesia;
- Ninguém sabe quem foram as entidades concorrentes aos melhoramentos na Casa do Povo e porque foi o concurso anulado;
- 300.000,00€ não dá para fazer a reparação no edíficio devido à sua actual degradação e
- Se pretenderem mais notícias sobre a Casa do Povo terão de ter paciência e aguardar pelos informações dos jornais

A RTP-AÇORES no seu Telejornal das 20HRS de ontem informou que tinha havido uma decorrada nos terrenos do Jorge Siva, junto ao Jardim.

Este desabamento teve tal dimensão que cobriu algumas embarcações no porto de barcos.

Oxalá que este triste acontecimento tenha contribuido para chamar à atenção das autoridades no sentido de darem muito maior atenção no que se está a passar naquela zona do Porto Formoso

Estaremos cá para ver e comentar...

A vergonha continua

A Casa do Povo tem a porta aberta aos domingos para os velhotes jogarem às cartas! Oxalá não faça um sismo e a casa venha abaixo. Até aqui não há novidade nenhuma.

A novidade é:
as persianas das janelas da Casa do Povo são abertas para entrar luz, mas não só. Com os vidros partidos que a janelas apresentam há ar condicionado a trabalhar durante o Inverno!

AO que isto chegou! Quem passa na rua vê a porta aberta e os vidros da janela partidos!

Fechem a porta e ponham a casa ao chão.

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